terça-feira, 10 de maio de 2011

O QUE VEM POR AI...EM HQ...;

A nova série mensal do Capitão América, em que Steve Rogers, o Sentinela da Liberdade original, voltará ao seu velho uniforme, teve divulgadas três páginas pela Marvel Comics.
Veja ao lado as ilustrações de Steve McNiven (Guerra Civil, Nemesis) para o roteiro que continua nas mãos de Ed Brubaker, que cuida do personagem há anos.
Na trama, quando uma figura misteriosa do passado de Steve Rogers retorna, trazendo consigo segredos mortais, o Capitão América mais uma vez torna-se um alvo.
A volta de Rogers foi programada para 13 de julho nos EUA, coincidindo com o lançamento do filme Capitão América: O Primeiro Vingador com Chris Evans (22 de julho por lá). A primeira edição terá três capas - uma do próprio McNiven, outra de Oliver Coipel e a terceira de Neal

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A DC Comics está pretendendo ampliar sua linha de títulos relacionados à Liga da Justiça, segundo os informantes do Bleeding Cool.
************************************************************************************Em entrevista coletiva por telefone, nesta segunda, Jonathan Hickman e Esad Ribic anunciaram mais uma reformulação do Universo Ultimate, da Marvel Comics.
A série Ultimate Comics: Ultimates, que começa logo após a conclusão do arco de história “A Morte do Homem-Aranha”, trará o selo Ultimate Comics Reborn. Novos detalhes e criadores serão revelados nesta semana (um novo Homem-Aranha Ultimate foi confirmado recentemente).
A nova sacudida no universo Ultimate, criado em 2000 com a intenção de contar histórias sem a carga cronológica do universo Marvel tradicional, vem apenas dois anos após a última, com a série “Ultimatum” (2008-2009), escrita por Jeph Loeb.
Segundo Hickman, o universo Ultimate deixou de ser palatável aos novos leitores à medida que acumulou cronologia. “Estamos construindo um universo coeso, em que todos os títulos Ultimate serão amarrados e jogarão uns com os outros”, disse, acrescentando que os quadrinhos do selo não devem ser um mero reflexo do universo principal.
O título Ultimates será o carro-chefe das mudanças no selo. Ele influenciará todos os outros – mas, segundo o editor Sana Amanat, para entender o que ocorre no título não será preciso comprar todos os outros. “Acho que Ultimates deve ser um dos melhores e maiores gibis do universo Marvel”, disse Hickman.
Ribic afirma que as mudanças não passarão por um redesenho dos uniformes. “Acho que em termos de design a maior parte do material funciona”, disse. O problema, para ele, está na “escala” das histórias. “Esses gibis realmente precisam ter grande escala, como uma extravagância de Hollywood de grande orçamento”, disse Ribic.
Questionado sobre se há um “plano-mestre” sobre para que lado devem ir as mudanças, Hickman disse que tem o próximo ano planejado, mas não sabe como deve terminar.
As mudanças começam depois da saga Ultimate Fallout, que mostra a reação dos heróis à morte do cabeça-de-teias favorito dos fãs de quadrinhos.
Duas novas séries estariam em planejamento. A primeira, uma nova revista mensal de Liga da Justiça Internacional, que seguirá a maxissérie quinzenal, por Judd Winick, Aaron Lopresti e Keith Giffen, Justice League: Generation Lost, concluída nas comic shops dos EUA na semana passada.
Não se sabe ainda se essa HQ continuaria com a mesma equipe criativa (Giffen, vale lembrar, foi corresponsável pela fase marcante da superequipe do Universo DC entre os anos 80 e 90).
A outra série deve resgatar ideias do desenho animado e série em quadrinhos de Batman do Futuro (Batman Beyond). O título mostraria a Liga da Justiça do futuro em formação semelhante à mostrada no episódio “Once And Future Thing” do desenho Liga da Justiça Sem Limites (Justice League Unlimited), que teve Superman, Aquagirl, Batman, Big Barda, Lanterna Verde (Kai-Ro), Micron, Static e Warhawk.
[ATUALIZADO] Especula-se que a nova série seja intitulada Justice League Beyond.
Detalhes de nenhum dos dois títulos foram confirmados ainda pela DC, porém.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

CONCURÇO..EU ENTREI E TU???

Abril anuncia prêmio para publicar personagens nacionais

Por Sidney Gusman   Editora Abril apresentará ao mercado o 1º Prêmio Abril de Personagens.
O lançamento do projeto será feito na sede da editora, em São Paulo, no dia 22 de setembro. O objetivo é oferecer a roteiristas e desenhistas brasileiros a oportunidade de publicar seus personagens pela Abril. Os trabalhos deverão ser voltados para um público de 7 a 12 anos.
"Nosso objetivo é incentivar a produção de conteúdo infantil de qualidade. Inicialmente, o personagem escolhido será publicado em histórias em quadrinhos na revista Recreio, mas a ideia é que ganhe vida, esteja na internet e tenha seu próprio título", explica Gisleine Carvalho, diretora de redação da Recreio.
No site oficial do projeto, que estreará no dia 22 de setembro, os interessados (pessoas físicas ou jurídicas) poderão se inscrever, fazendo uma apresentação de sua série - isso inclui a descrição do protagonista, a inserção de três argumentos de histórias e de um roteiro rafeado e imagens dos personagens. As inscrições poderão ser feitas até o final de outubro.
"Depois disso, uma comissão julgadora elegerá os três finalistas, que terão seus trabalhos expostos no site oficial do prêmio. Então, as crianças elegerão o vencedor, em votação pública", conta Gisleine Carvalho.
Não haverá premiação em dinheiro, mas o autor escolhido assinará um contrato com a Abril e, evidentemente, receberá pela produção de seus trabalhos.
Segundo a diretora de redação, a intenção é que o Prêmio Abril de Personagens aconteça anualmente. Mas isso depende do êxito desta primeira edição.
O projeto será feito em parceria com a ABPI-TV - Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão.

A NOVA REVISTA DE RIQUINHO É DESENHADA POR BRASILEIRO...

Por Marcelo Naranjo   Riquinho
Como divulgamos no ano passado, a editora Ape Entertainment e a Classic Media anunciaram a publicação, nos Estados Unidos, de HQs de Riquinho (Richie Rich), personagem que fez grande sucesso no Brasil e foi publicado nas bancas do País durante décadas, pelas editoras RGE e Globo.
A ideia da nova revista é fazer uma reinterpretação do personagem, adaptado para o século 21. Riquinho usará sua fortuna aparentemente ilimitada numa série de aventuras ao redor do planeta, sempre praticando o bem.
Alguns nomes da equipe criativa do novo título, cuja primeira série terá quatro edições, chegaram a ser divulgados. O que pouca gente sabe é que um dos principais nomes da nova série é de um brasileiro, o ilustrador e desenhista Marcelo Ferreira.
O artista tem 32 anos, mora em Campinas/SP, é professor de arte e um dos sócios da escola Ânima Academia de Arte.
Para o primeiro número, ele fez o lápis e arte-final de uma história com 16 páginas, que tem roteiro de Bill Williams e cores de Dustin Evans. Marcelo também fará a arte de mais duas HQs, para as edições #2 e #4.
O Universo HQ conversou com o desenhista. Confira abaixo
Universo HQ: Como surgiu a oportunidade de trabalhar com Riquinho?
Marcelo Ferreira: Fui até a New York Comic Con2010, em outubro passado, com meu portfólio. Rodei o evento todo durante os três dias, conversando e mostrando o meu material pra todos os editores com quem consegui falar. Acho que falei com todas as editoras, praticamente, a maioria se mostrando bem receptiva, mas foi realmente o pessoal da Ape quem mais se interessou e gostou do material.
Assim que cheguei de volta ao Brasil, comecei uma série de testes e emplaquei esse com eles. Estou desenhando a revista desde março deste ano.
Riquinho
UHQ: Quais seus trabalhos anteriores?
Marcelo: Já ilustro há um bom tempo, há mais de 13 anos. Já trabalhei para muitos clientes, é até difícil de listar. Mas é aquela coisa bem comum aos ilustradores: empresas privadas, empresas estatais, editoras de livros infantis e infanto-juvenis, sites. Tem um site meu, que é o Eureka Studio - seção Portfólio, no qual dá para ter uma ideia legal do que já fiz e faço. Também estou no DeviantArt.
UHQ: Você já trabalhou com quadrinhos?
Marcelo: Com quadrinhos mesmo, praticamente não! Considerando material publicado, tenho uma capa da Domino Lady, da 5Finity, uma editora bem pequenininha. Fora isso, já fiz arte sequencial para uns caras que querem submeter projetos para as editoras americanas - isso rola muito, lá. Aí é quando o cara te contrata para desenhar aquelas páginas de amostra da história e só. Mas só se alguma editora pegar o projeto, o que é raro.
Tem também o lance de sketchcards oficiais. É um trabalho de menos visibilidade, mas bem legal de fazer. Faço para Rittenhouse, que publica coleções de cards da Marvel. Peguei esse cliente na época que era agenciado pelo Art & Comics e também já fiz para Sadlittlese Breygent, Inc.
UHQ: Você era leitor de Riquinho?
Marcelo: Não! O mais engraçado é que nunca me interessei pelo Riquinho. Na época em que ele saía no Brasil, eu estava mais interessado em super-heróis e nem dava bola.
RiquinhoRiquinhoRiquinhoRiquinhoRiquinhoRiquinhoRiquinhoRiquinhoRiquinho




domingo, 8 de maio de 2011

MINIATURA MARVEL SERÁ LANÇADA NO BRASIL...

Coleção de miniaturas Marvel será lançada nas bancas


Boa notícia para quem curte quadrinhos, figuras de ação e super-heróis.
A coleção Miniaturas Marvel trará os principais heróis e vilões da editora em miniaturas metálicas, junto com uma revista sobre o personagem em destaque.
Cada miniatura é esculpida à mão por um expert e então pintada. Em seguida, a miniatura é acondicionada numa caixa para colecionador e recebe um número individual.
A revista que acompanha a miniatura traz um histórico do personagem, com entrevistas, bastidores e outras seções. O preço da primeira edição será de R$ 17,95 e as demais edições vão custar R$ 49,50.
A empresa responsável pelas miniaturas é a Eaglemoss International Ltd. Quem cuida das vendas e da produção da revista é a editora Panini.
O Universo HQ entrou em contato com a Central de Atendimento da Panini e foi informado que o primeiro número esta à venda no interior do Estado de São Paulo, mas ainda não foi divulgada a data de lançamento na capital e outras praças.
A editora está fazendo o levantamento das assinaturas por meio de uma pesquisa que está disponível no site oficial da coleção.
Miniaturas Marvel


Quadrinistas Independentes

sábado, 7 de maio de 2011

DO ESBOLÇO A ARTE FINAL VAMOS APRENDER UM POUCO...







O PSICOPARA PARASITA MORA AO LADO( BOM SABER NÉ?)

Psicopata que faz picadinho de quem pega carona. Psicopata que tortura uma família inteira num feriado. Psicopata líder de seita assassina. Psicopata canibal. Se todos os psicopatas usassem a máscara do Jason do Sexta-Feira 13, seria mais fácil mudar de calçada na mesma hora. Só que na vida real a maioria deles não tem a fachada nem os modos de um assassino sanguinário. E mais: poucos são os que matam ou aparecem nas manchetes.

"O psicopata com uma postura criminosa é o do tipo predatório, que satisfaz suas necessidades por meio de uma ação destruidora, agressiva e fria", diz Antônio de Pádua Serafim, coordenador do programa forense do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. "Mas há o psicopata parasitário, que só se aproveita das pessoas mais vulneráveis para conseguir o que ele quer. Esse não adotará, necessariamente, uma conduta criminosa, mas provocará estrago no ambiente social", afirma.

O parasita pode passar a vida inteira sem chamar a atenção, apenas fazendo a especialidade do psicopata: manipular os outros, aproveitar-se do próximo, desestabilizar famílias, passar a rasteira em alguém para se dar bem.

E onde está essa gente mal-intencionada? Talvez no seu escritório, decidindo que ninguém vai ter participação nos lucros do ano - só ele. Ou entre os seus amigos, pedindo que banquem a conta da noitada (esqueceu a carteira...). Ou pior: talvez esteja na sua cama.

Caiu a ficha? Os psicopatas estão entre nós, e não é nada fácil identificá-los. "A dissimulação é um dos principais sintomas que compõem a psicopatia", diz Geraldo José Ballone, professor de psiquiatria da PUC de Campinas. "A simpatia e o carisma encobrem o seu verdadeiro perfil. Em geral, quando percebemos a possibilidade de um conhecido ser psicopata, o dano já está feito", diz Ballone.

Então, em quem confiar? Se você não quer ter um parasita manipulador azucrinando a sua vida, preste atenção às características de colegas, amantes e amigos psicopatas.


NA AMIZADE

É fácil confundir aquele amigo grudento e folgado com um psicopata. Os dois estão sempre telefonando em horas impróprias, não saem da sua casa, bebem a sua cerveja, pedem os seus livros emprestados e não devolvem. Mas o chato de galocha tem fácil solução: você o ignora, dá um chega para lá, e isso resolve. Mas, se for um psicopata de verdade, pode rezar.

No começo, é o amigo de fé. De tanto estudar a sua personalidade, projeta em si uma imagem que bate com tudo o que você espera de um irmão camarada. Assim, conquista a sua confiança e participa cada vez mais da sua vida. "Ele suga tudo que o relacionamento pode oferecer, de dinheiro e bens materiais à submissão quase escravista", diz o psiquiatra Geraldo José Ballone. Grudado no companheiro saudável, consegue tudo do amigo para si: status, dinheiro na conta, casa na praia, geladeira cheia, carro novo... E os empréstimos sempre são acompanhados de uma história comovente.

A marcação cerrada do "melhor amigo" custa à vítima a vida própria: lá se vão o namoro e outras amizades. Quando se dá conta, já é tarde demais.

Na hora de dar um basta no camarada sacana, o amigo ainda fica com pena. "Isso ocorre porque, quase sempre, a vítima é a última a acreditar na índole sociopática do amigo", afirma Ballone. Mas a recíproca não é verdadeira: quando já arruinou suas relações, o psicopata vem com a história de que precisa comprar cigarros... e some. Ele pode não arrancar pedaços do seu fígado para comer no café-da-manhã, mas vai tirar um bocado do que você tem de autoestima, dignidade e confiança no próximo.
NO AMOR

Num relacionamento amoroso o psicopata também extrai tudo de aproveitável da outra pessoa, até só sobrar o bagaço. Se a namorada for famosa, é para ganhar status. Se a esposa for bonita-bacana-inteligente, é para exibir como troféu. Se tiver dinheiro, então...

Foi o caso da americana Donna Andersen, uma mulher que, perto dos 40 anos, conheceu pela internet a versão melhorada do Sean Connery. Pelo menos era como o viúvo James Montgomery se descrevia. Militar das Forças Especiais da Austrália, foi condecorado por atos de bravura no Vietnã. Já distante da troca de tiros com vietcongues, entrou para a indústria de entretenimento dos EUA. Após algum tempo de e-mails, casaram-se.

Apesar de se dizer tão bem de vida, Montgomery logo convenceu a mulher a patrocinar os seus negócios. Um deles: vender restos do Titanic num show itinerante. O "itinerante" significava que Montgomery tinha gastos estratosféricos com passagens aéreas, contas de celular e outras despesas. Tudo bancado pela dedicada esposa, que tinha um negócio próprio e foi se endividando até chegar ao fundo do poço.

Somente quando o prejuízo beirou os US$ 300 mil, a moça descobriu com quem se casara. Montgomery era maridão de mulheres em outras cidades - daí tantas viagens. E o harém todo pagava pelas aventuras extraconjugais.

Mas como um veterano do Vietnã seria capaz disso? Sua mente teria sido afetada pelos horrores do campo de batalha? Não. Apesar de dar palestras sobre a guerra em escolas, participar de desfiles de veteranos e passear com o cachorro de boina verde, Montgomery nunca tinha sido do Exército.


DO CÉU AO INFERNO

"Não há jeito de manter um relacionamento com um psicopata sem se ferir de algum modo", afirma Sandra L. Brown, autora do livro Women Who Love Psychopaths ("Mulheres Que Amam Psicopatas"). "Não existe uma cartilha do tipo ‘como ter uma relação feliz e sadia com um psicopata’. As pessoas normais são sempre afetadas pela patologia dos seus parceiros." E por que insistir num romance que inevitavelmente vai deixar cicatrizes?

Porque o coração é cego e burro, e isso dá espaço para o psicopata pôr em prática sua estratégia de abordagem.

Funciona assim: enquanto conhece a vítima, ele se empenha em descobrir seu calcanhar-de-aquiles. Se a garota tem complexo de inferioridade, trata de apontar beleza onde o resto do mundo vê a Betty, a Feia. Se a garota procura um cara bem de vida para apresentar aos pais, ele diz que herdará 5 fazendas no Mato Grosso. Tudo mentira, claro. Mesmo que nunca pague a conta nos restaurantes, ele disfarça com tanto charme que a cara-metade nem se importa.

Uma vez estabelecida a relação, o psicopata começa a mostrar as garras. Vive às custas do outro, mantém casos extraconjugais, só pensa na própria satisfação e impõe uma relação de posse. E, por mais que apronte, ele sempre transfere a sua culpa à vítima. Se abusar do dinheiro da namorada rica e mais velha, será porque sua infância foi difícil e miserável; se for pego pulando a cerca, será porque a mulher não lhe dá a atenção devida.

Se você descobriu que se casou com um psicopata, prepare-se, pois não vai ser fácil romper com ele. Quando não precisa mais do relacionamento, o psicopata novamente sai para comprar cigarros e nunca mais dá as caras. Mas, se a situação for inversa e sentir que perdeu um brinquedo que lhe pertencia, o cara vai dar trabalho. "O psicopata vai ignorar a vontade da vítima. Poderá segui-la, arquitetar uma vingança e chegar até a ameaçar a vida da pessoa", diz Sandra Brown. "Quem deseja terminar uma relação com um psicopata precisa de ajuda para traçar um plano seguro de saída."


NO TRABALHO

O ambiente das grandes empresas é um cenário convidativo para o psicopata montar seu teatro - principalmente a partir dos anos 90, numa competitiva era de aquisições, fusões e falências em que, para sobreviver, organizações se tornaram menos burocráticas e controladoras e muito mais agressivas.

Segundo Paul Babiak em seu livro Snakes in Suits ("Cobras de Terno"), a autoconfiança, a força e a frieza que caracterizam os psicopatas fez a cabeça de muitos caçadores de talentos que buscavam funcionários "proativos" e dispostos a assumir riscos. "Egocentrismo e insensibilidade tornaram-se repentinamente defeitos toleráveis na hora de buscar talentos necessários para sobreviver num mundo de negócios acelerado", diz Babiak.

Mas, ao procurar pessoas com senso de liderança - isto é, que assumem metas, tomam decisões sem medo e obtêm dos outros o necessário para tais metas -, tornou-se fácil confundi-las com um pacote de coerção, dominação e manipulação ocultado por uma bela embalagem.

E como um departamento de RH bem estruturado deixa passar um psicopata após tantas análises de currículos, entrevistas e dinâmicas?

Simples: o psicopata tem um talento enorme para enganar. Se ele colocar na cabeça que quer ser piloto de uma companhia aérea, vai dar um jeito de forjar um comprovante da Nasa dizendo que já foi até astronauta. Vai mentir no currículo, vai mentir nas entrevistas e vai fazer tudo isso com o sangue frio e o charme. Psicopatas são convincentes, encantadores e conseguem transformar um punhado de conhecimentos superficiais numa tese de doutorado.

E o que pode resultar da contratação de um psicopata? Dificilmente algo que preste. Para começo de conversa, ele não tem espírito de equipe. Muito pelo contrário: se for preciso puxar o tapete de um colega para promover-se, não vai pensar duas vezes. Outro lado da questão é que o psicopata não tem o menor interesse no futuro da empresa. Para ele importa o aqui-e-agora, a satisfação rápida e intransferível.

Além disso, psicopata não compartilha dos mesmos valores da companhia e de seus colegas. A diretoria quer gente que dê duro, todo dia, das 8 às 18 horas, e que vista a camisa da empresa? Pode esquecer. Ele até consegue encarar essa rotina por um certo tempo, sempre com a intenção de passar uma imagem falsa. Mas os únicos valores que lhe dizem respeito são só os que estão na própria cabeça.

Como regras sociais não lhe dizem nada, ele frequentemente comete atos ilegais, o que joga a reputação da empresa no buraco. Desvio de grana, assédio moral e sexual são corriqueiros. Por isso, não dura muito na empresa. No entanto, sua passagem é um vendaval (veja o quadro à esquerda).

Se a trajetória do psicopata não prejudicar a empresa como um todo, no mínimo alguém vai sofrer com seu convívio. Nas mãos de um mestre da mentira e da manipulação, seu colega precisa passar o expediente todo com os olhos nas costas - caso contrário, vai acabar fazendo o trabalho que o psicopata deixa de lado (sem levar os créditos por isso), além de ser envolvido numa teia de intrigas.

Esse é o seu caso? Então fique contente por ele não ser seu chefe. Em algum momento você já disse que seu chefe é um carrasco. Pode ser verdade, mas daí para ele ser um psicopata são outros quinhentos.

Ele vai sentir prazer físico em humilhá-lo na frente de colegas e de outros chefes; vai culpá-lo por qualquer porcaria que ele mesmo fez, e vai assumir o crédito por qualquer trabalho bacana que você produzir.

Sim, abusos de autoridade e falta de ética não são exclusividades de chefes psicopatas. A diferença é que, para o psicopata, esse é o padrão.




Como lidar com um amigo psicopata


Ligue o detector de mentiras
Psicopata mente mais que político em campanha. É um especialista no assunto, mas a constância das papagaiadas acaba entregando o sujeito. Se 90% do que seu amigo diz parece cascata da brava, mantenha os dois pés atrás.


Ouça a voz da razão
Sua namorada não vai com a cara do seu amigo, diz que é folgado, que só se aproveita de você e não merece um pingo da sua dedicação? Ok, namorada diz isso de todos os nossos amigos. Mas, se a turma toda concordar, fique com a pulga atrás da orelha.


Esconda a grana
Só empreste dinheiro para seu amigo se tiver certeza de que não é um psicopata. Se for e concluir que você é um cofre ambulante, prepare-se para ver sua conta no fundo do poço. Ele sempre vai convencê-lo de que pagará tudo, com juros, no fim do mês. Só não vai dizer de qual mês.


Não seja cúmplice
"Uma mão lava a outra", "te devo uma" e "só pediria uma coisa dessas a você" são clássicos do psicopata. Mas nunca negocie com o Diabo. Se fizerem bobagem juntos e forem descobertos, adivinhe para quem vai apontar o dedo...


Feche a porta de casa
O pior que você pode fazer, numa amizade com um psicopata, é dividir a sua casa. Enquanto você mantiver a geladeira cheia e pagar o aluguel sozinho, ele não vai ter motivo para procurar outro teto. A não ser que arrume alguém mais trouxa.


Imponha regras
Ignorou a dica aí de cima? Enquanto não arruma uma boa desculpa para despejá-lo, mostre quem manda na casa. Sujou, limpou. E o que é seu é seu. Para casos extremos, coloque etiquetas nos seus xampus, iogurtes, cds preferidos.


Caia fora
Você só tem a perder na amizade com um psicopata. Além de se aproveitar de você, ele vive num mundo fora das regras sociais, o que torna qualquer relacionamento perigoso. Se sua casa ainda está inteira e você não perdeu a namorada ou os outros amigos, considere-se um sortudo e corte o mal pela raiz. Agora! Já!



O que fazer quando seu amor é um psicopata


Desconfie quando a esmola for muita
Nos primeiros encontros, sua cara-metade é a gentileza em pessoa? Quer jogar golfe com o seu pai? Adorou o filme iraniano de que só você gosta? Diz que tem dinheiro à beça, mas não pode falar sobre o trabalho porque é agente secreto? Ou você acertou na Mega-Sena ou arrumou um psicopata.


Banque o Sherlock
Psicopata legítimo já vem de berço. E ninguém melhor que os parentes e os amigos (se ele tiver) para revelar seus podres. Chame a sogrona de canto e comece o questionário. Se não der certo, tente o irmão caçula. Esse deve ter uns quinhentos motivos para dedurar as torturas do mais velho.


Não tenha pena
Psicopata que é psicopata adora se fazer de coitado. Se enche a sua cara de porrada, é porque você o mata de ciúme. Se rouba a sua grana, diz que mandou para a avó doente que mora no interior. Às vezes, até chora enquanto dispara as lorotas. Tadinho...


Não tente mudá-lo
Coloque uma coisa na cabeça: psicopatas não têm cura. Não adianta rezar, fazer simpatia, levar à mãe-de-santo. Muito menos achar que a força do amor vai regenerá-lo. Uma hora, a pessoa vai aprontar, e vai sobrar para você.


Não vacile
Se desconfia que o amorzão é um baita de um psicopata, não dê sopa para o azar. Conta conjunta, só por cima do seu cadáver. E suma com machados, serras elétricas e outras ferramentas que viram armas. Resumindo: se ele ainda não pensou em fazer picadinho de você, não dê ideia.


Compre um cachorro
É batata. Dez entre dez psicopatas treinam suas maldades no vira-lata mais próximo. Fique atento ao modo como seu par trata o cãozinho. Se vibra de prazer ao amarrar rojão no rabo do cachorro, imagine o que ele pode fazer com você.


Caia fora
Descobriu o que todo mundo via, menos você? Então dê no pé enquanto é tempo. Só lembrando: psicopatas não reagem bem quando levam um fora. Troque o número do telefone e a fechadura da casa. Também é boa hora para aquela viagem que você tanto adiava para a Oceania.



Como sobreviver a um chefe psicopata
Seja um Top Gun
Qualquer desempenho abaixo da perfeição é o sonho do chefe psicopata. Ele é pago para ava­liar o seu trabalho e vai explorar suas deficiências ao máximo. Qualquer pequeno deslize pode virar um tsunami. Mas, se você for um ninja em tudo o que faz, ele vai escolher outro alvo.


Deixe por escrito
Tudo de que o psicopata precisa é um escritório em que ninguém consegue provar as suas sacanagens. Será a sua palavra contra a dele. E ele é o chefe, o lado mais forte da corda. Então guarde os e-mails trocados, faça atas de reunião, registre tudo o que puder. Assim, as mentiras dele terão perna curta.


Conte até 100
Brigar com o chefe nunca é uma boa ideia. Com o psicopata, então, é suicídio; ele é mestre em trazer o seu pior lado à tona. Evite atritos e, quando for inevitável, não perca a cabeça. Ah, e não desconte no cachorro ou no irmão caçula quando voltar do trampo.


Ponha a boca no mundo
Procure o RH e faça as suas queixas. Em algumas empresas, você pode até manter anonimato, mas lembre-se de que isso enfraquece a sua história; tem que haver outras reclamações parecidas para o bicho pegar para ele.


Peça uma transferência
O psicopata do seu chefe resolveu pegar bem no seu pé? Busque alternativas para ficar longe dele. Pode haver uma vaga em outro departamento. E pode ser do outro lado da cidade.


Caia fora
Emprego não é casamento. Se nada funcionar, atualize o currículo e avise sua rede de contatos que está à caça de "novos desafios". Melhor que passar o resto da vida deprimido no domingo à noite, antecipando os sofrimentos da semana.




Os passos do parasita engravatado Segundo Babiak, o aminho do psicopata no mundo corporativo tem 5 fases

1. CONTRATAÇÃO
Sua capacidade de contar lorotas e seduzir está a todo vapor. A incapacidade de se emocionar também vai contar pontos na comparação com outros candidatos, prejudicados pelo nervosismo natural das entrevistas de emprego.


2. ACLIMATAÇÃO
Agora o psicopata tenta descobrir quais são as pessoas mais importantes da empresa. Seu objetivo é ficar íntimo delas para influenciá-las em decisões que o beneficiem.


3. MANIPULAÇÃO
Começa o seu jo­guinho. Faz fofocas sobre potenciais concorrentes a uma promoção, joga informações falsas na “rádio-peão”. Quanto maior o caos, mais ele se sente em casa.


4. CONFRONTAÇÃO
O psicopata começa a tirar a máscara, pois precisa livrar-se dos que usou para avançar na empresa. O colega que foi confidente e cúmplice passa a ser humilhado e ameaçado.


5. PROMOÇÃO
Depois de muito mexer as peças de um xadrez perverso, o psicopata avança na empresa, conquistando um posto de maior poder e deixando um rastro de destruição atrás de si. Pronto, o estrago está feito.