sexta-feira, 22 de abril de 2011

AS BIOGRAFIAS EM QUADRINHOS... AGORA É VEZ E HORA DE FIDEL CASTRO

A Editora 8INVERSO prepara para março o lançamento de “Castro”, biografia em quadrinhos sobre Fidel Castro, de autoria do premiado quadrinista alemão Reinhard Kleist. Inédita no Brasil, a obra aborda a vida do líder cubano desde a revolução de 1958 até seu afastamento do poder, como visto nos últimos anos. “Castro” é narrado por um jornalista que, na Cuba de 1958, pesquisa a vida de um líder rebelde chamado Fidel Castro. Subitamente, o jornalista vê-se envolvido na revolução que mudaria Cuba e marcaria o mundo para sempre.

A obra de 288 foi escrita e ilustrada por Reinhard Kleist, quadrinista premiado na França, Alemanha e Estados Unidos, e tem prefácio do jornalista alemão Volker Skierka, biógrafo de Fidel que também contribuiu com a pesquisa histórica para compor os textos de “Castro”. Para melhor ilustrar a obra, Kleist passou um mês em Cuba, em 2008, o que lhe rendeu também o livro de viagem em quadrinhos “Havana”. A tradução de “Castro” é assinada por Margit Neumann e Michael Korfmann.

Selo 8INVERSO Graphics é um dos destaques da editora
Esta é a terceira graphic novel publicada pelo selo 8INVERSO Graphics — e também o terceiro trabalho de Kleist lançado no Brasil pela editora. Em 2009, ainda em seu primeiro ano de vida, a 8INVERSO lançou “Johnny Cash – uma biografia”. Escrita e desenhada pelo artista alemão, a obra narra a vida do músico americano Johnny Cash. Em 2010, “Elvis”, organizada por Kleist e Titus Ackermann, editor da revista de quadrinhos alternativos Moga Mobo, reuniu os melhores quadrinistas da Alemanha em torno de diferentes períodos da vida do Rei do Rock.

“Castro” chega ao mercado brasileiro cinco meses depois de lançada na Alemanha. A 8INVERSO foi a primeira editora gaúcha a comprar direitos autorais do exterior já em seu primeiro ano de vida.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O NOVO UNIFORME DO HOMEM ARANHA...( TÁ VIRANDO BRINCADEIRA)

gENTE QUER VENDER REVISTA É SO MUDAR O UNIFORME E MATAR ALGUM SUPER HEROI,VENDE QUE É BRINCADEIRA.e O POIOR QUE A GENTE COMPRA,E É QUASE A MESMA HISTORIA,SEMPRE ACABA RESSUSITANDO.

Apresentaram um novo Homem-Aranha, com um visual repaginado e que, segundo o editor da Marvel Axel Alonso esse cabra aí NÃO É o PETER PARKER!!!


O que eu acho? Tá, morreu e outro assume o seu lugar... E em quantas edições o original volta? Quem será que é esse cabrinha novo? Seria legal se ele fosse aquele Homem-Aranha (que fica preso na SHIELD) que faz as pessoas se suicidarem em 5 minutos de conversa que o Mark Millar mostrou nas histórias dos Supremos!!!

O novo Homem-Aranha Ultimate estreia nos Estados Unidos em junho, em Ultimate Comics Spider-Man #160.

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A PRIMEIRA NOVELA MEXICANA DO SBT ....





cAPA DO DVD
Esta foi a primeira telenovela mexicana a ser exibida pelo SBT. Verónica Castro veio ao Brasil na época prestigiar o sucesso de sua novela.

Em 2005, o SBT produziu o remake Os ricos também choram, protagonizado por Márcio Kieling e Thaís Fersoza, com alteração no nome das personagens e ambientação na década de 1930.

 A NOVELA


Mariana Villareal é uma doce garota que vive com seu pai e sua madrasta em uma fazenda. Desgraçadamente, seu pai vem a falecer e ela fica aos cuidados de Irma, sua madrasta que passa a viver com seu amante Diego, os quais tomam o controle da fazenda de seu pai.

Mariana não deixou se educar, cresce selvagem e ignorante, desconhecendo que tem uma grande fortuna para receber. Ela decide ir a capital, onde é ajudada pelo Padre Adrian, que conversa com o milionário Alberto Salvatierra, que a leva para viver em sua casa, mesmo contra vontade de sua esposa, Dona Elena, onde Mariana será educada e melhorará seus modos.

Alberto se apega à Mariana, sente uma grande satisfação em poder ajudá-la e educá-la, no entanto, sofre porque seu filho Luis Alberto é um irresponsável. Luis Alberto trata de fazer com que Mariana se apaixone por ele, mas seu pai o proíbe.

Na casa, chega para morar Esther, prima de Luis Alberto, junto com sua empregada Ramona. Alberto e Dona Elena esperam que seu filho se case com Esther e deixe Mariana em paz.

Contudo, Luis Alberto se apaixona por Mariana, prefere sua simplicidade e sinceridade do que a vaidade e o orgulho de sua prima. Mariana provoca muitos problemas na casa por sua falta de modos e tem muitos desentendimentos com Esther que deseja que Mariana saia da casa. Luis Alberto, por amor a Mariana, muda seu jeito irresponsável de ser e esta o aceita.

Com mil artimanhas, Esther, auxiliada por Ramona, trata de separar Luis Alberto de Mariana. Certa noite, Luis Alberto chega bêbado e Esther se deita junto a ele, posteriormente dirá a todos que ele a seduziu e que espera um filho seu, conseguindo o casamento que tanto deseja. Sendo amante de Diego, Esther finge ter um aborto e após descobrir que Ramona é sua verdadeira mãe, perde a razão.

Esther que agora está grávida de Diego, morre por complicações em sua gravidez. Ramona se arrepende e se torna amiga de Mariana, que se casa com Luis Alberto.

Recém chegados de lua-de-mel, Luis Alberto precisa deixar Mariana, por que tem que fazer uma viagem de negócios, por razões de trabalho. Quando Luis Alberto viaja, Leonardo Mendizábal, o colega e sócio de Luis Alberto, vai até a casa de Mariana para cumprimentá-la pelo casamento e a abraça. Mariana sofre um desmaio e cai nos braços de Leonardo. Luis Alberto chega e interpreta as coisas erradas, pois é enganado pelas aparências, por isso vai embora, cheio de mágoa no coração, pensando que Mariana, sua esposa, o traiu.

Quando o médico dá o diagnóstico e confirma a gravidez de Mariana, Luis Alberto rejeita a criança, porque recusa-se a acreditar que o bebê é seu, e força Mariana a entregar o bebê para adoção.

Desesperada e enlouquecida, Mariana entrega seu filho a Chole, uma vendedora de bilhetes de loteria. Chole o aceita e o cria como sendo seu, unicamente sabendo que a criança se chama Beto.

Mariana se dá conta do que havia feito e se desespera cada vez mais. Ela se reconcilia com Luis Alberto que também havia percebido seu engano, e junto de Mariana começa uma incessante busca pelo filho perdido. O remorso, a dor que causará esse abandono e a busca incessante pelo menino, marcarão, a partir desse momento, a vida de Mariana.

O tempo passa e Beto, agora crescido, vive na pobreza, aos cuidados de Chole. Luis Alberto e Mariana haviam adotado uma menina, a qual puseram o nome de Maria Isabel. O destino se encarregará de fazer com que Mariana se reencontre com seu filho.

Certa vez, Beto entra na casa dos Salvatierra para roubar. Mariana ao se dar conta das razões que obrigam o menino a se delinquir, se converte em sua protetora. Mariana que vai visitar Chole no hospital, descobre que Beto é seu filho quando essa lhe confessa como Beto chegou até ela. Mariana sofre um desmaio. Desde este momento, Mariana cuida de Beto, e, sem confessar que ele é seu filho, lhe compra roupas, lhe paga professores particulares e lhe consegue um luxuoso apartamento, ao qual leva para viver com eles Felipa, a fiel amiga de Chole.

As visitas de Mariana ao apartamento lhe trazem problemas, já que Sara, que havia sido a babá de Maria Isabel e, neste momento, estava desempregada, por haver se metido com Luis Alberto, vê Mariana e pensa que esta tem um amante e começa a chantageá-la, dizendo que revelará seu caso a Luis Alberto.

Finalmente, se descobre a verdade quando Luis Alberto, acreditando que Beto é amante de Mariana, tenta disparar um tiro contra o rapaz, diante desta situação, Mariana revela que Beto é seu filho.

Beto vem morar na casa, os Salvatierra fazem uma festa, Maria Isabel e Beto se apaixonam, Mariana e Luis Alberto, depois de descobrirem que os ricos também choram, podem agora, viver completamente felizes.


CURIOSIDADES

A segunda parte desta telenovela é um remake da produção venezuelana Raquel de (1973) com Doris Wells, original de Inés Rodena.

Em 1995, a Televisa estreou uma nova versão tanto de Raquel como de Os ricos também choram, chamada Maria do bairro, protagonizada pela cantora Thalía, Fernando Colunga e Itatí Cantoral. O remake bateu todos os recordes de audiencia das 21 horas.

No ano de 2006, a produtora da Telemundo retomou a guia original e fez sua própria versão, chamada Marina, com Sandra Echevarría e Mauricio Ochmann, que foi substituído depois por Manolo Cardona.

Quando a novela foi transmitida na Argentina, mudou de nome Mariana, já que o governo militar considerou seu titulo original demasiado transgressor.


COMENTÁRIOS

Em 1982, Silvio Santos resolveu investir em novelas no SBT. Mas não tinha condições de produzir uma novela nacional ainda. Então notou o fenômeno mundial que estava acontecendo. Trouxe Os ricos também choram para o Brasil. Foi a primeira novela estrangeira no país, e criou uma tradição desde então.

Os ricos também choram foi, simplesmente, a novela de maior êxito de todos os tempos. É também a novela mais exportada, nada menos que 180 países. No ano de 1979, mal sabia-se que Valentín Pimstein estava lidando com sua obra prima. Também, Los ricos, como era conhecida no México, tem muitas histórias dentro e fora das telas para contar.

A começar por Verónica Castro, que virou a Rainha das Telenovelas encarnando Mariana, a moça selvagem que derramou um rio de lágrimas durante os seis meses de novela. O mais curioso é que Valentín Pimstein tinha motivos de sobra para não querê-la em sua novela. Anos antes, ela havia sido expulsa de uma outra novela dele, Barata de primavera, por indisciplina. Naquela época, ela era coadjuvante. Valentín só quis Verónica para Mariana, porque de fato, viu que esse papel tinha que ser dela. E acertou em cheio. Ela viu sua carreira catapultar do dia para noite, e ficou conhecida no mundo inteiro.

Hoje, o nome de Verónica Castro se confunde com o da própria telenovela mexicana. Vale comentar ainda que ela mesma interpretou o tema musical da novela, Aprendí a llorar, mas sua carreira como cantora nunca chegou a ter o mesmo impacto que o de suas novelas posteriores.

Muitos foram os destaques além de Verónica Castro. Rogelio Guerra foi o galã, Luis Alberto, e sua atuação seguiu os padrões da época. Ele também se consagrou nessa novela. Guillermo Capetillo era Beto, filho de Mariana anos depois. Ironicamente, anos depois, em Rosa selvagem, ele foi seu galã. Augusto Benedico e Alicia Rodrigues estiveram impecáveis como Alberto e Dona Helena, pais de Luis Alberto. Mais tarde, entraram Edith González (ainda menina e com cabelos negros, porém mais tarde ela ficava loira) e a belíssima Christian Bach, como a sedutora Joanna. A maldade ficou a cargo de Rocio Banquells que compôs uma das vilãs mais odiadas de todos os tempos: Esther. Porém, ela não ficou durante a novela toda.

Troca de atores foi algo constante nessa novela. Columba Domínguez foi substituída por Maricruz Najera como Maria. Miguel Palmer, que vivia o irmão de Luis Alberto, Diego, apesar de sua elogiada atuação, foi trocado por Fernando Luján. Alicia Rodríguez também deixou a novela, sendo substituída por Marilu Elizaga. O motivo da saída de vários deles foi o mesmo: depois da morte da terrível Esther, a novela foi esticada em várias semanas, e nem todos puderam continuar. Uma pena, a partir daí a história começa a ser baseada em um texto antigo de Inês Rodena, Cuando se regala un hijo.

Mas a troca de atores foi um mero detalhe perto da grande troca que houve, a de adaptadores. A princípio, era María Zarattini, que conduzia de maneira a centralizar na psicologia das personagens e em diálogos mais profundos. Notou-se a brusca diferença quando ela saiu da novela. Foi substituída por Carlos Romero, que conduziu a novela de maneira mais açucarada, e optando pelo clássico. Carlos Romero, aliás, é um profundo conhecedor dos textos de Inés Rodena, tanto é que depois quase todas as novelas baseadas nos textos dela, foi ele, que foi seu grande amigo, que adaptou. Mesmo com todas essas turbulências, com atores e adaptadores, o sucesso permaneceu intacto, embora alguns considerem que a trama perdeu um pouco da emoção em uma fase intermediária, recuperada a tempo da novela não ficar marcada por isso.

Uma curiosidade é que Os ricos também choram trouxe como figurante a até então desconhecida Carla Estrada, que mais tarde viraria a produtora mais respeitada da emissora.

Todos sabem que Maria do bairro é um remake dessa história de grande sucesso. Porém com muitas diferenças. Para começar, Mariana tinha uma herança para receber, e vinha de uma família rica. Já Maria sempre foi pobre e ia por acaso parar na mansão de la Vega. Esther, a vilã, morria na metade da história, e não voltava, como aconteceu com a formidável Soraya Montenegro. Vale lembrar que assim como em Os ricos também choram, em Maria do bairro também chegava outra vilã mais tarde: Penélope. Ou seja, só a volta da vilã mudou muitas coisas nesse remake. Tanto é que a Televisa ainda pretende fazer uma versão de Os ricos também choram que seja mais fiel à original.

Depois de ser transmitida aqui no Brasil, lançaram-se discos e Verónica Castro que virou uma estrela aqui também, consagrando-se definitivamente em Rosa selvagem. Ela provou no Brasil que a dublagem não era um empecilho quando se tinha uma boa história.
Embora essa dublagem tenha sido muito criticada na época, e só mais tarde tenha melhorado de fato sua qualidade.

Outra vitória alcançada, Os ricos também choram é a primeira novela do mundo lançada em DVD. A história da novela se dividiu em 5 DVDs.

Os ricos também choram foi, é, e sempre será o símbolo maior das novelas mexicanas em todo o mundo. Mas não apenas entre as mexicanas, mas como um ícone das novelas também foi um verdadeiro marco. Percorrendo o mundo, conquistando continentes e atravessando o tempo, pois hoje, quase 30 anos depois, ainda pedem, e muito, reprise dessa novela que jamais será esquecida, porém, infelizmente o SBT não tem mais a novela arquivada.

Verónica Castro cantou o tema original de abertura, "Aprendí a llorar" que ficou conhecido em todos os países que a novela foi exibida. No Brasil, a música de abertura foi Sombras, interpretada por Sarah Regina.

terça-feira, 19 de abril de 2011

TIRINHAS DE JORNAL(VAMOS RI UM POUCO...)








A nova versão de “Conan – O Bárbaro” não vai chegar apenas aos cinemas, mas também aos quadrinhos. A história que será transposta para as HQs teve sua sinopse revelada e, consequentemente, entrega detalhes da trama do filme.
No enredo, após testemunhar sua esposa sendo queimada na fogueira, o guerreiro Khalar Zym parte em busca da mítica Máscara de Aqueronte, um antigo artefato que pode trazer sua amada de volta à vida. Durante sua jornada, Zym destrói uma aldeia ao norte da Ciméria, onde um garoto sobrevive e é deixado sozinho no mundo.
Anos mais tarde, Zym encontra-se novamente com o único sobrevivente, chamado Conan. Ele agora deve enfrentar este bárbaro, que está disposto a se vingar do massacre à sua aldeia. Zym e sua filha, Marique, eventualmente vão bater de frente com Conan em uma épica batalha final, cujo resultado vai definir o destino do mundo.
No filme, o personagem-título, outrora vivido por Arnold Schwarzenegger, será interpretado por Jason Momoa (“Stargate Atlantis”). Com direção de Marcus Nispel (“Sexta-Feira 13″), “Conan – O Bárbaro” estreia em 3D no dia 19 de agosto nos EUA e no Brasil.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

UM IMPERADOR EM QUADRINHOS..

Esboço de página para a versão em HQ de "As Barbas do Imperador"
Depois de um aviador, de um artista da corte, de um príncipe regente e de um boxeador malandro, as barbas de um imperador. O próximo álbum do desenhista paulista Spacca será uma adaptação para os quadrinhos de "As Barbas do Imperador" (Companhia das Letras), livro que, em 2009, rendeu a Lilia Moritz Scharcz o Prêmio Jabuti de Melhor Ensaio e Biografia.
Previsto para o ano que vem, o álbum que traz o imperador Dom Pedro II como protagonista não é o primeiro trabalho de Spacca com a autora. Antes, pela mesma editora, a dupla produziu a HQ "D.João Carioca - a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821)", que virou até minissérie de TV.
Por email, Spacca conta que o livro está com 112 páginas, mas ainda no lápis. Sem pressa, diz que a arte-final deve levar de nove meses a um ano. E 2012 pode ser o ano de outro álbum do autor, que pensa em aproveitar o centenário de Jorge Amado para lançar a versão em quadrinhos de "Teresa Batista cansada de guerra", de 1972.
- Achei interessante por ser uma heroina, para variar - revela ele, que também é responsável pela versão em HQ de "Jubiabá". - Há uma dificuldade com relação ao erotismo mais solto deste livro, é um Jorge Amado mais maduro e mais sem vergonha :). É um livro com imagens fortes, como a de Teresa carregando um doente de varíola nas costas.
Em curto bate-papo sobre "As Barbas do Imperador", Spacca afirma que é impossível não simpatizar com a pessoa que Dom Pedro II foi. Confira:
Como foi mergulhar na vida de Dom Pedro II?
SPACCA: Hoje ele é meio desconhecido, não há uma imagem clara de como era, como agia, mas foi imperador por quase 50 anos e, à sua maneira, era uma personalidade forte. Pode parecer que não, que era tímido, já que era um "nerd" e respeitava a ordem constitucional. Mas Dom Pedro II tinha convicções fortes a respeito dos seus deveres. A certa altura da vida, já maduro, abandonou os rituais da corte e passou a se apresentar como um "rei-cidadão", e foi considerado um "monarca republicano", muito mais tolerante do que os outros chefes de estado da América Latina. O Brasil era uma monarquia constitucional cercada por ditaduras republicanas.
O imperador é tão fascinante quanto Debret e Dom João VI?
SPACCA: Dom Pedro II gostava de estudar línguas e ciências, e se correspondia com celebridades. Quando visitava uma sinagoga, gostava de mostrar que sabia ler em hebreu. E também tinha curiosidade sobre problemas do mundo prático. Quando visitava escolas e hospitais, queria saber como estava o andamento de uma obra, como se fosse um administrador. Ele tinha uma visão de governante como "servidor público". Embora bem educado na tradição das cortes europeias, tinha trato simples, era gentil com qualquer um. E vale ressaltar: sempre defendeu a liberdade de imprensa. Nunca quis calar um desafeto, nem fechou um jornal que falasse mal dele (e nos anos 1880 os jornalistas foram bem cruéis com ele).