segunda-feira, 11 de abril de 2011

DA MINISSÉRIE TITANIC E MUITO MAIS...

MINISSèRIE TITANIC...

A minissérie, que será produzida para marcar o centenário do naufrágio do transatlântico, já tem elenco definido. Escrita por Julian Fellowes, de “Downton Abbey”, a produção é da Deep Indigo Productions, com filmagens na Hungria.
Geraldine Somerville (da série “Cracker” e a mãe de Harry Potter) e Linus Roache (de “Lei e Ordem”) lideram o elenco também composto por Celia Imrie, Toby Jones, Perdita Weeks, Lee Ross, Jenna-Louise Coleman,  Sophie Winkleman  Stephen Waddington, David Calder, James Wilby, Antonio Margo, Dragos Bucur, Stephen Cambell Moore, Noah Reid, Lyndsey Marshal, Mark Lewis Jones, Ruth Bradley, Peter McDonald e Sylvestrale Touzel.
A história apresentará a relação entre os passageiros de diferentes classes sociais e opiniões, que enfrentam o mesmo destino. “Titanic” será oferecida como uma produção com dois episódios de 90 minutos ou quatro episódios de 60 minutos. A previsão de estreia é para abril de 2012, pelo canal ITV da Inglaterra.
Esta não é a única minissérie prevista para o centenário do naufrágio. “Titanic: The Untold Story of How it All Began”, está em fase de produção na Itália, pela DeAngelis Group em parceria com a RAI, The Fremantle Corporation, do Canadá, Future Films, da Inglaterra, Play Productions, da França, The Irish Film Authority, da Irlanda, e a Wilshire Films, dos EUA.
Escrita por Fabrizio Del Noce, a história em 12 episódios será um prelúdio para a viagem do Titanic. Situada em 1897, a minissérie narrará os fatos que deram início à construção do navio.
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William Moulton Marston, um conhecido psicólogo americano, era um ávido leitor de HQ, mas também um de seus maiores críticos. Marston, professor de psicologia da Columbia University, autor de livros, colaborador da revista Reader’s Digest e palestrante, foi o inventor de um teste de pressão sanguínea que se tornaria um dos componentes para o polígrafo (detector de mentiras).
Marston também era defensor do feminismo. Através de seus textos publicados, ele dava conselhos a mulheres e apresentava seu ponto de vista a respeito do casamento, da obediência ao homem e da posição da mulher na sociedade. Para ele, uma mulher deveria ocupar o cargo de Presidente da República. Como psicólogo, Marston atacou o universo dos super-heróis dos quadrinhos, acusando-o de machista por não dar às mulheres personagens com os quais poderiam identificar-se. Em sua opinião, as meninas não desejavam ser meninas porque não existiam personagens femininas fortes e carismáticas, apenas mulheres que apareciam para atrapalhar o herói ou criar situações nas quais eles poderiam mostrar sua superioridade.
Ellie Wood Walker
As críticas de Marston chamaram a atenção da DC Comics, que o convidou a assessorar seus roteiristas, oferecendo-lhes o ponto de vista psicológico dos personagens e como deveriam ser passados para o público adolescente.
Nesta sua função, ele recebia os textos e fazia observações a respeito de mudanças que deveriam ser feitas nos personagens ou mesmo nas histórias. Com o tempo, ele foi convidado a criar um super-herói que refletisse suas teorias.
Assim surgiu a Mulher-Maravilha, que Marston criou utilizando o nome de Charles Moulton. Fisicamente bonita, feminina, extremamente inteligente e com a força de muitos homens, a personagem, que surgiu em um universo masculino, utilizava roupas provocantes (para a época).
Vivendo situações que atraíam o interesse masculino, entre elas, a de ser presa e amarrada, ficando à mercê de seus opressores, a Mulher-Maravilha sempre dava a volta por cima. Para as mulheres, as situações representavam a idéia de que era possível libertar-se de suas ‘amarras da sociedade masculina’.
Estudioso da cultura grego-romana, Marston criou um universo para sua personagem que remonta a esta cultura. Batizada de Diana, a personagem era uma amazona que vivia na Ilha Paraíso (também conhecida com Themyscira ou Temiscira), localizada no Triângulo das Bermudas.
Cathy Lee Crosby
A Mulher-Maravilha fez sua estréia nos quadrinhos no dia 8 de dezembro de 1941, ganhando uma edição própria em 1942. Nessa época, os EUA estavam entrando na 2ª Guerra Mundial, o que levou os meios de comunicação americanos, sem exceção, a serem convocados para atuarem em favor dos aliados e contra o nazismo. Assim, as histórias da heroína foram situadas no mesmo período.
Na Ilha Paraíso, as amazonas são seres imortais, nascidas de moldes de barro, vivendo por conta própria, sem a necessidade da presença do homem. Um dia, um acidente aéreo leva o piloto do avião, Major Steve Trevor, a ser socorrido por elas. Diana, filha da Rainha Hipólita, é a escolhida para levá-lo de volta aos EUA, onde deverá permanecer para ajudá-los a derrotar o nazismo.
Utilizando a bandeira americana encontrada no avião, as amazonas fabricam o uniforme da Mulher-Maravilha. Entre os acessórios, o laço da verdade (em referência ao detector de mentiras criado por Marston); braceletes feito de um material existente apenas na Ilha, capazes de repelir balas ou qualquer outro tipo de munição; e uma tiara, através da qual poderia se comunicar com a Ilha (a tiara também servia de bumerangue). Seu meio de transporte era um avião invisível, controlado pela mente.
Richard Eastham como o General Phil Blankenship
Além dos nazistas, algumas vezes representados pela Baronesa Paula Von Guther, a Mulher-Maravilha também enfrentava super-vilões, como Cheeta, Mulher-Leopardo, Giganta e, é claro, Marte, o Deus da Guerra, que desejava destruir as amazonas, amantes da paz, para continuar a instigar os homens à guerra.
Após a morte de Marston em 1947, a personagem nos quadrinhos continuou vivendo suas aventuras, chegando à década de 1960, quando surgiu a Garota-Maravilha, Donna Troy, uma órfã salva pela heroína. Através de um raio, Diana lhe dá super-poderes, tornando-a sua auxiliar no combate ao mau. Nesse período também surgiu I-Ching, um chinês mestre das artes marciais que se torna amigo de Diana.
Na década de 1970, a personagem foi atacada por outro psicólogo, Frederic Wertham, que a acusava de ser lésbica. Para ele, qualquer mulher que defendesse o feminismo só poderia ser homossexual. Assim, a personagem reduziu seu discurso feminista e passou a idolatrar o Major Steve Trevor.
O próximo passo da personagem foi adentrar o mundo da televisão. A primeira tentativa ocorreu na década de 1960, quando um piloto de cinco minutos chegou a ser produzido pelos mesmos responsáveis por “Batman”. Seguindo a mesma linha cômica, o primeiro roteiro foi escrito por Stan Hart e Larry Siegel, da revista Mad, o qual foi reescrito por Stanley Ralph Ross, da série “Batman”.
Na história, Diana vivia nos EUA em um pequeno apartamento, junto com sua mãe, Hipólita, que estava decepcionada com a filha por ela ainda ser solteira e ficar perdendo tempo em salvar o mundo. Diana, por sua vez, era uma jovem sem graça, como um patinho feio, que se transformava na Mulher-Maravilha. Quando se olhava no espelho, se via linda e maravilhosa. A personagem era interpretada por Ellie Wood Wallas e seu reflexo no espelho era Linda Harrison. Confiram o vídeo abaixo.
O enredo foi considerado medíocre e a série não chegou a ser produzida; a personagem teria uma nova chance na década de 1970. Depois de fazer sua estréia nas séries animadas “Superman-Aquaman Hour Adventure”, de 1967, e em “Os Superamigos”, de 1973, a Warner Brothers, que comprara os direitos de adaptação, deu início ao desenvolvimento de um telefilme com a Mulher-Maravilha.
Lynda Carter como Diana Prince
A idéia de Douglas S. Cramer, responsável pelo projeto, era trazer a personagem para o tempo presente, no qual ela seria uma aliada da CIA. O telefilme estreou em 1974, com Cathy Lee Crosby no papel título.
Sendo loira, vestindo um uniforme diferente e sem superpoderes, a personagem não retratava o universo popularizado pelos quadrinhos. A produção foi atacada pela crítica e pelos fãs, levando os responsáveis a reformularem o projeto, tornando-o mais fiel ao original.
Assim surgiu outro telefilme, com Lynda Carter no papel título. Inexperiente, a atriz, que tinha sido testada para o telefilme anterior, precisou enfrentar a resistência da rede ABC que queria Joanna Cassidy (240-Robert e A Sete Palmos) no papel principal.
Por curiosidade, entre as atrizes que fizeram testes para o projeto estão Suzanne Sommers (Step By Step), Rachel Welch, Lindsay Wagner (A Mulher Biônica), e aquelas que ficariam conhecidas como as panterinhas do Charlie: Kate Jackson, Farrah Fawcett, Cheryl Ladd e Jaclyn Smith.
No papel do Major Steve Trevor, o produtor Douglas S. Cramer contratou Lyle Waggoner, que já tinha feito testes para estrelar a série “Batman”.
Lyle Waggoner como Steve Trevor
Na história, a personagem passou por algumas mudanças, em função de orçamento e desenvolvimento criativo. Para se transformar na Mulher-Maravilha, Diana dá uma espécie de pirueta, fazendo surgir um clarão. Nos quadrinhos, a mudança é feita em alta-velocidade.
A personagem também adquiriu os poderes de mudar de voz e se comunicar com os animais. Para aprisioná-la, ao invés de unir seus braceletes, os bandidos teriam que retirá-los.
O telefilme foi um sucesso levando a ABC a produzir um outro, que mais tarde seria dividido em duas partes, apresentados como os dois primeiros episódios da série produzida entre 1975 e 1979 (já lançada em DVD no Brasil).
Lynda Carter como a Mulher-Maravilha
A série somente foi aprovada pela ABC quando as redes CBS e NBC demonstraram interesse em produzi-la. Após a primeira temporada, que retratou o universo criado nos quadrinhos, a série foi cancelada. Resgatada pela CBS, a segunda temporada foi produzida levando a personagem para o tempo presente.
Com o título de “As Novas Aventuras da Mulher-Maravilha”, a personagem foi transformada em uma espécie de “As Panteras”.Entre as mudanças, Steve Trevor teve uma participação reduzida, a Ilha Paraíso e o avião invisível foram dispensados, e a personagem abandona completamente a imagem tradicional de Diana Prince, identidade secreta da Mulher-Maravilha, que tinha o objetivo de passar despercebida das pessoas que a cercavam.
Na versão da CBS, ela é uma mulher exuberante, que vive na moda, que sequer utiliza óculos (à la Clark Kent) para disfarçar. Assim, ficou ainda mais difícil aceitar o fato que ninguém percebia que Diana era a Mulher-Maravilha.
Adrianne Palicki como a Mulher-Maravilha no piloto de David E. Kelley
Para justificar a presença da heroína no tempo presente, a história apresenta um novo piloto, no qual Diana está de volta à Ilha (uma das poucas, senão a única, referência na nova fase), onde salva a vida de Steve Trevor Jr, interpretado pelo mesmo ator. Assim, ela decide retornar aos EUA para ajudá-lo na caça a comunistas, terroristas e traidores.
Cancelada em sua terceira temporada, a série não conseguiu explorar o universo e o potencial criado em torno da heroína. Agora, com um novo projeto se desenvolvendo, as primeiras informações divulgadas levam a crer que a personagem continuará a ser desperdiçada pela televisão. Teremos que esperar para conferir.
Estrelada por Adrianne Palicki (Friday Night Lights), a série ainda está restrita à produção de um episódio piloto. No entanto, o produtor David E. Kelley declarou em entrevistas estar confiante de que a primeira temporada será encomendada, chegando ao ponto de afirmar que a série deverá estrear até 2012.
Sua confiança pode estar relacionada ao seu contrato. Alguns produtores de renome conseguem estabelecer em contrato a obrigação do canal de encomendar os primeiros episódios de projetos com potencial de atrair o interesse de um grande público. Ainda não há informações de que seja este o caso.
Esta é a segunda tentativa de dar à heroína uma nova série de TV. Entre 1997 e 1998, existiu um projeto da Warner Bothers para se produzir uma série criada por Deborah Joy Levine, responsável por “As Novas Aventuras do Superman”, com Dean Cain e Teri Hatcher.
Em 2000, surgiram informações sobre um filme para o cinema. Na época, John Cohen tinha sido contratado para escrever o roteiro, que seria produzido por Joel Silver. Posteriormente, Joss Whedon (Buffy a Caça-Vampiros) teve seu nome ligado à produção, que parece ter sido jogada para 2015.
Cloris Leachman como a Rainha Hipólita

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O HOMEM QUE SALVOU O NOVA MULHER MARAVILHA

Histórias em Quadrinhos PRODUZINDO E VENDENDO...

Histórias em Quadrinhos

domingo, 10 de abril de 2011

BRASILEIROS CONCORREM AO OSCAR DOS QUADRINHOS E MUITO MAIS...

Brasileiros concorrem ao Oscar das histórias em quadrinhos


A organização dos Eisner Awards, espécie de Oscar dos quadrinhos, divulgou a lista de indicados para o prêmio deste ano. Os troféus serão entregues em julho, durante a San Diego Comic-Con (EUA).
O Brasil concorre na categoria "melhor série limitada", com o gibi "Daytripper", dos irmãos gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon. A HQ foi tema da capa da Ilustrada nesta quinta-feira.
O desenhista Rafael Albuquerque, também brasileiro, concorre na categoria "melhor série estreante" com o gibi "American Vampire". Ele divide a indicação com Scott Snyder e Stephen King.
As indicações vêm em um momento inédito no mercado brasileiro de gibis.
"É um instante singular, há a coincidência de uma série de fatores", explica Paulo Ramos, jornalista e professor do curso de letras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) --que cita as compras de HQs pelo governo, a migração dos gibis para as livrarias, o bom nível dos artistas nacionais e a disposição das editoras em publicar autores do país.
Caso vençam a disputa, os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon terão, no total, quatro troféus da premiação.
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Abertas inscrições para 19º Salão Universitário de Humor de Piracicaba


Estão abertas, até o 28 de maio, as inscrições para 19º Salão Universitário de Humor de Piracicaba. Organizado pela Universidade Metodista de Piracicaba, o evento artístico/cultural é dedicado ao reconhecimento de jovens talentos nas áreas de humor gráfico, desenho e quadrinhos. A inscrição é gratuita e pode ser feita pessoalmente; pelo correio; ou pela internet.
Podem se inscrever, exclusivamente, estudantes de graduação e pós-graduação de qualquer faculdade ou universidade, mediante ficha de inscrição acompanhada de documento (ou cópia) comprovando ser aluno com vínculo acadêmico regular.
Os candidatos podem inscrever-se nas seguintes categorias: CHARGE - desenho humorístico relativo a fato real ocorrido recentemente;
CARTUM - desenho humorístico sem vínculo necessário com qualquer fato específico;
CARICATURA - retrato com distorções anatômicas, geralmente de alguma personalidade reconhecidamente famosa;
HISTÓRIA EM QUADRINHOS (H.Q) - história sequencial narrada em etapas/quadros;
MEIO AMBIENTE - categoria temática voltada a obras de humor gráfico que tratem especificamente de questões ambientais/ecológicas.
Cada participante pode inscrever–se em quantas categorias desejar, sem limite de quantidade de trabalhos, de sua própria autoria e inéditos. A seleção e a premiação serão feitas, respectivamente, por um júri de seleção e um júri de premiação, compostos por pessoas capacitadas na área. A seleção dos trabalhos será no seis de junho e a definição dos premiados no dia 11 de junho.
Serão distribuídos quatro prêmios em dinheiro, no valor total de R$ 4 mil reais, assim divididos: três prêmios no valor de R$ 1 mil cada um, indicados pelo júri de premiação entre os trabalhos selecionados (independentemente da categoria); e um prêmio no valor de R$ 1 mil definido por votação pública (júri popular), via internet, entre os demais trabalhos selecionados (independentemente da categoria); e um prêmio especial/temático em dinheiro, intitulado “Prêmio Meio Ambiente/Centro Cultural Martha Watts”, no valor de R$ 1 mil, dado ao melhor trabalho que trate da questão ambiental/ecológica (conforme item categorias).
A ficha de inscrição está disponível no site http://www.unimep.br/php/inscricao/inscricao_salao.php


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sábado, 9 de abril de 2011

COMÉRCIO DE MÉDIUNS ? // NO FINAL DA MENSAGEM UM A CAPA DE UM GIBI DE UMA OLHADA...



Comércio de Médiuns?

Mãe Iassan Ayporê Pery

No exercício da função de Sacerdotisa de Umbanda, sou procurada por muitos médiuns de diferentes regiões de nosso país ávidos por contar suas histórias. E dentre tantas coincidências de dor e dificuldades, tem uma que sempre me chama a atenção que é o inconformismo do antigo pai ou mãe no santo com o desligamento do médium da corrente.

Cada vez que escuto: “Estou aflito, pois o meu antigo pai no santo me ameaçou. Disse que eu ia perder meu emprego.” Ou ainda: “Estou desesperada porque ele disse que a minha família morreria a míngua...” e por aí vai.

São relatos de ameaças absurdas, que ferem, agridem e denigrem o papel de sacerdote ou sacerdotisa. Em contra-partida reforça o fato do médium ter estado em um lugar que nem de longe é um terreiro de Umbanda!

Isso prá mim é “comércio de médiuns”, onde esses ditos pais e mães no santo disputam com outros uma quantidade maior de médiuns e para isso são capazes dos atos mais vis e torpes se aproveitando da fé e do desespero alheios. Isso não se faz com ninguém! Ameaçar o médium que manifesta o desejo de ir para outro terreiro é, além de uma maldade profunda (caracterizando assim não ser merecedor do cargo que ocupa), também é passar atestado de incompetência, burrice e safadeza! Pena que não dá cadeia!

Senhores(as) médiuns, não tenham medo desse tipo de gente. Não os desafiem, porém (não por medo de suas magias, mas sim visando o cuidado de sua integridade física e de sua família, pois são capazes de tudo). Simplesmente saiam! Afastem-se! Busquem inspiração no Alto para encontrarem uma Casa de Umbanda séria, ou seja, que seja realmente de Umbanda.

Onde não haja promessas de milagres, mas o conforto da palavra de um preto velho, a energia e seriedade de um caboclo, onde não haja cobrança financeira de nenhum tipo e nem sacrifícios de animais.

Desconfiem do lugar em que você vá pela primeira vez e já digam: “Você tem que colocar roupa branca e entrar prá corrente, zi fio...!” Conheça primeiro a Casa, observe o lugar, a organização, o cuidado com o sagrado, a caridade desinteressada. Observe os médiuns e principalmente o(a) dirigente.

Não tenham pressa! Não escutem “elogios” do tipo: “Seu caboclo é lindo! Tem uma luz maravilhosa...!” Lembrem-se: TODOS são lindos e cheios de Luz! Ou ainda: “Você tem uma mediunidade maravilhosa.” Esse tipo de “elogio” é armadilha para mexer com a sua vaidade. Não sucumba! Corra! Mas corra muito de lugar assim!

A Umbanda precisa de gente que queira realmente trabalhar para sua melhora evolutiva e isso não se dá da noite para o dia. Não se deixe transformar em “mercadoria” para ser “disputada” entre charlatães que estão longe de entender o que é Umbanda. Não faça parte desse comércio. Não se torne “um deles”.

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Este gibi Os Orixas do orum ao eye,vale a pena ter.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DO SOM AO SURGIMENTO DO MANGA...

SONS DO BARATO

Conheça algumas características das batidas que podem mexer com o estado de consciência
MELODIA DO TRANSE
Os cientistas dizem que as drogas digitais são baseadas nas chamadas batidas ou sons binaurais, dois tons em frequência aproximada, mas diferentes entre si, descobertos em 1839. O que acontece é que essas batidas seriam capazes de sincronizar as ondas cerebrais, supostamente alterando o estado da mente

SÓ COM TREINO
As drogas digitais não podem ser confundidas com as drogas reais, que alteram a consciência por causa da ação de substâncias químicas. Para viajar com a música e entrar em transe, é preciso certo treino e autossugestão – o que acontece quando se usam sons para meditar, por exemplo

CANTOS E BATUQUES
Não é de hoje que sons são usados para alterar a consciência das pessoas. Em sociedades primitivas, o rufar dos tambores e o entoar de cânticos influenciavam o estado mental e o comportamento das pessoas durante sacrifícios rituais. A repetição de sons, como os mantras indianos, pode levar a um elevado nível de concentração

NA MIRA DA POLÍCIA
As ciberdrogas causaram alvoroço nos Estados Unidos em meados deste ano depois que a Secretaria de Narcóticos do estado de Oklahoma declarou que elas poderiam induzir ao consumo de drogas reais. Algumas escolas americanas até baniram o uso de iPods para evitar que seus alunos “se entorpecessem”
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Quando surgiram os primeiros mangás e animês?

por Marcel Goto
O termo mangá surgiu em 1814, nos hokusai mangá, que trazem caricaturas e ilustrações sobre a cultura japonesa. Já o mangá moderno tem influência dos cartuns ocidentais e de quadrinhos clássicos da Disney; e é basicamente uma criação de Osamu Tezuka, com Shin Takarajima ("A Nova Ilha do Tesouro"), de 1947.
A obra de Tezuka definiu as características do mangá, como expressões faciais exageradas, elementos metalingüísticos (linhas de velocidade, grandes onomatopéias etc.) e enquadramentos cinematográficos para aumentar o impacto emocional. O artista – falecido em 1989 – foi tão influente que é chamado de Deus Mangá.
Na animação, apesar de haver desenhos anteriores produzidos no Japão, Tezuka é considerado o fundador da indústria, com obras que marcaram a cultura nipônica. Astroboy, em 1963, foi a primeira série animada da TV japonesa com história contínua e personagens recorrentes. Outros trabalhos do autor, como Kimba, o Leão Branco e A Princesa e o Cavaleiro, ajudariam a definir, em técnicas narrativas e de animação, o que hoje é tão reconhecido nos animês.
E no Brasil?
O primeiro mangá lançado aqui foi Lobo Solitário, em 1988, pela Cedibra, mas adaptado para a leitura ocidental. Isso invertia as artes originais e quase todos os personagens viravam canhotos. Só quando a Conrad lançou Dragon Ball, em 2000, os mangás passaram a sair no seu formato original, e lidos "de trás pra frente". Já os animês chegaram nos anos 60 e é difícil precisar qual foi o primeirão. Na leva inicial vieram Homem de Aço, Oitavo Homem, Ás do Espaço, Zoran e outros.
Qual o manga é o anime de maior sucesso no Brasil?
Os animês são exibidos no Brasil há mais de 40 anos, e séries como Don Dracula, Piratas do Espaço, Menino Biônico e Sawamu colecionam fãs. Mas o maior fenômeno foi Cavaleiros do Zodíaco, que, sozinho (e sem esta pretensão), gerou em 1994 o boom dos desenhos japoneses que ecoa até hoje.
A série virou referência, foi reprisada muitas vezes, rendeu muito merchandising e fez outras emissoras, além da finada Manchete (que o exibia), apostar nos animês.
Nos mangás, Dragon Ball Z, da Conrad, continua insuperável. Goku, que já era famoso pelos games e pelo animê, vendia mais de 100 mil exemplares quinzenais no auge.
Qual o tamanho desta indústria no Japão?
É difícil precisar a produção de mangás, mas sabe-se que os quadrinhos representam cerca de 40% do que é impresso no Japão e em 2006 movimentaram mais de 4 bilhões de dólares – é o maior mercado do mundo, com cerca de 750 milhões de exemplares vendidos.
Os maiores mercados estrangeiros para os mangás são os EUA (mais de 200 milhões de dólares em vendas), França e Alemanha.
A produção de animês também é extraordinária: a cada ano, os 400 estúdios de animação japoneses produzem mais de 2 500 episódios, numa indústria que movimenta mais de 1 bilhão de dólares.
Como os mangás são publicados no Japão?
As histórias costumam ser publicadas capítulo a capítulo, em almanaques de até 500 páginas (geralmente em papel reciclado), com cerca de 20 séries diferentes e periodicidade semanal ou mensal.
Esses bitelões são voltados para meninos (como a Shonen Jump), meninas (como a Nakayoshi, de Sailor Moon), crianças (como Koro-Koro, de Pokémon), ou adultos (como a Weekly Morning, de Vagabond). Depois de lidos, os japoneses costumam jogá-los no lixo.
As séries mais populares ganham destaque na capa e nas primeiras páginas. Depois que vários capítulos são publicados, a história é republicada em edições colecionáveis conhecidas como tankohon – o formato no qual a maioria dos mangás sai no Brasil.
Como se produz um mangá?
Primeiro, os editores dos almanaques estudam a preferência dos seus leitores. Afinal, a revista precisa de variedade. Esse retorno é medido por meio de cupons de pesquisa encartados nas revistas.
Então, editor e autor definem os rumos da história. Em seguida, se faz uma prévia do roteiro e um rascunho das páginas. Assim que são aprovados, começa a correria.
Muitos artistas criam mais de 20 páginas por semana e só conseguem porque contam com vários assistentes, que fazem arte-final, inserem retículas (que dão sombra e volume aos desenhos), cenários e balões.
Quem lêe mangás e assiste animês?
Um dos segredos do sucesso dos mangás é a segmentação. Há histórias para meninos (com ação, valorização do trabalho em equipe e perseverança), meninas (romances e tramas cheias de sentimento), adultos e até donas-de-casa (as mais picantes imagináveis). E para cada público existem vários gêneros: terror, suspense, erótico, aventura etc. Nenhum mercado do planeta tem tantas ramificações. Assim, é difícil encontrar no Japão quem não leia quadrinhos.
Os animês são um pouco menos populares, por diversos fatores. A produção é mais cara – um episódio de 30 minutos custa, em média, 100 mil dólares. Os horários de exibição na televisão nem sempre batem com a ocupada agenda dos japoneses. E, por causa do custo elevado, os assuntos tratados nos desenhos não são tão variados como nos mangás. Geralmente, as séries são direcionadas ao público jovem.
A exceção é Hayao Miyazaki, que produz no seu Studio Ghibli longas-metragens para os cinemas. Invariavelmente, cada filme dele é o mais rentável do ano em que é lançado, e animês como Princesa Mononoke, A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado, por seu apelo universal, constam entre as dez produções japonesas de maior bilheteria de todos os tempos. São clássicos em todos os sentidos da palavra.
Todo mundo lê mangás no Japão?
Praticamente. Afinal, trata-se de um entretenimento prático e barato. E, numa sociedade em que as pessoas têm pouco tempo para o lazer e lêem muito, é comum encontrar nos trens mangás nas mãos tanto de executivos quanto de crianças.
Além disso, personagens como Doraemon, o gato-robô azul que vem do futuro, são tão populares e tradicionais quanto Mickey Mouse, e aparecem em livros educativos, campanhas do governo e diversos produtos.
Há propagandas das histórias mais famosas do momento em outdoors, estações de trem e até dentro dos vagões. Nas bancas, que, diferentemente do Brasil, só existem em estações de trem e lojas de conveniência, os mangás aparecem com mais destaque do que os jornais e outros periódicos.
Em quanto tempo um mangá vira animê?
Não há um padrão. Nas principais revistas, logo que o mangá desponta, é comprado por um canal de TV. Aí, ganha uma série semanal em horário nobre (entre 17 e 19 horas), que pode ter centenas de episódios e gerar muito merchandising.
Outra via é quando um estúdio transforma um mangá mais cult em longa-metragem ou numa série para DVD ou TV (em horários menos concorridos, como a madrugada).
E ainda rola o inverso: um animê de sucesso gerar um mangá, como ocorreu com Gundam, o robô gigante mais famoso do Japão.
O que é cosplay?
Ocosplay é um dos destaques das convenções de animê e mangá. Trata-se do ato de se vestir como um personagem e, se tiver coragem, encenar alguma passagem da história da qual ele faz parte.
As convenções são tomadas por centenas de cosplayers. Alguns querem apenas se divertir, sem se importarem com a verossimilhança das roupas. E há os que reproduzem fielmente seus heróis e vilões prediletos.
O cosplay surgiu nos EUA, em convenções de Jornada nas Estrelas, no final dos anos 70. Hoje, no segmento mangás e animês, o Brasil se destaca: em 2006, os irmãos Mônica e Maurício Somenzari Leite Olivas "encarnaram" Rosiel e Alexiel, de Angel Sanctuary, e venceram o World Cosplay Summit, um importante torneio mundial.
O que significa otaku?
Otaku é a versão japonesa do nerd, mas um tipo bem específico: aquela pessoa dedicada ao extremo, fanática mesmo por um assunto, seja ele miniaturas de trens ou aviões, tecnologia, seja, o que é mais comum, animês e mangás.
Na rígida e tradicional sociedade japonesa, a expressão tem uma conotação negativa, e ser chamado de otaku normalmente tem algum grau de ofensa. Mas, no Ocidente, a denominação simplesmente serve para identificar quem curte bastante esse hobby. Uma das maiores convenções dos EUA até assume isso no nome: Otakon.
Qual a receita para se criar um manga de sucesso?
Não basta apenas uma boa idéia ou um desenho bacana, é preciso muito mais
Se atualmente existe uma fórmula de êxito nos mangás, ela está na revista Shonen Jump, que, sob o lema "perseverança, amizade, vitória", vem criando sucessos mundiais há quase 30 anos. Acompanhe a seguir a "receita" desenvolvida por ela (e seguida por suas concorrentes) no gênero de mangás para meninos.
1. O protagonista
Ao eleger o personagem principal, lembre-se: ele geralmente tem "alma infantil", é ingênuo, puro de coração, valente e fiel aos amigos. Não desiste nunca e nem teme perigo algum. Exemplos: Goku, Yuusuke Urameshi (YuYu Hakusho), Ruffy, Naruto etc. E ter um visual impactante é fundamental.
2. Objetivos
Nos melhores mangás shonen, o herói é sempre movido por uma grande aspiração, que lhe possibilita mostrar sua determinação e seu valor. Ele quer se tornar o guerreiro mais poderoso do Universo? O maior pirata? O melhor jogador de basquete? Ou o melhor padeiro? (Acredite, isso existe!)
3. Os amigos
Uma lição presente em todos os mangás é o valor da amizade. O que seria de Goku sem Kuririn? Os amigos complementam a personalidade do herói e enriquecem a história. Eles podem até competir entre si, mas é sempre quando atuam lado a lado que superam os maiores desafios.
4. O rival
Nas pesquisas de popularidade das principais revistas, os rivais aparecem sempre no topo. Dois bons exemplos são Vegeta e Sasuke, que fazem Goku e Naruto, respectivamente, darem o melhor de si a todo momento. Um grande rival é quase tão importante quanto um protagonista carismático.
5. O toque do autor
Mas receita nenhuma, por mais tradicional ou inovadora que seja, garante a qualidade ou o sucesso da história. Afinal, cada balão é preenchido com as idéias do autor e, no final das contas, é o talento dele, pessoal e intransferível, que dá sabor à trama e, se for bem-sucedido, cria os clássicos.
Há algum local no Japão destinado à cultura dos mangás?
Nas grandes cidades japonesas, o difícil é justamente fugir dessa cultura. Mas o epicentro do fenômeno está no bairro de Akihabara, em Tóquio. Lá existem dezenas de lojas de mangás (como a Tora no Ana), fliperamas construídos pela própria Sega, quiosques de brinquedos, miniaturas e as mais diversas traquitanas tecnológicas, além de bares e cafés temáticos para todos os gostos e eventos praticamente todas as semanas para o lançamento de diversos produtos, com pocket shows dos artistas favoritos dos fãs.
Essas lojas são todas enormes e ocupam prédios inteiros, com diversos departamentos diferentes. Ou seja, são verdadeiros templos do consumo otaku.
A Asobit City é um bom exemplo. Confira as suas subdivisões, por andar:
• Subsolo: jogos de PC e mangás adultos.
• Térreo: brinquedos baseados em robôs, principalmente a série Gundam.
• Primeiro: videogames e acessórios.
• Segundo: brinquedos e modelos baseados em personagens de animês e mangás.
• Terceiro: modelos em escala de carros, trens, aviões e outros veículos, inclusive movidos por controle remoto.
• Quarto: artefatos para cosplay, camisetas e acessórios com personagens de animês.
• Quinto: réplicas variadas de armas, uniformes militares e trajes de caça.
Por que os personagens têm expressões tão exageradas?
Os japoneses têm uma longa tradição de humor baseada em caretas e outras expressões engraçadas – a palavra mangá significa "desenhos irreverentes". Outra explicação vem da herança que os mangás receberam das caricaturas.
Por isso, os mangás e animês desenvolveram uma linguagem própria para as expressões dos personagens. Confira algumas.
Gotinha: significa constrangimento, muitas vezes por causa de alguma coisa bizarra ou "sem noção" que outro personagem faz.
Olhos brilhando, bochechas coradas: encantamento e sentimento de grande alegria.
Veia saltando: indica a fúria de alguém.
Nariz sangrando: é um sinal utilizado para mostrar que o personagem está excitado.
O que mudou na indústria de animês?
Neon Genesis Evangelion, exibido em 1995 e 1996, foi um marco. Com uma trama de suspense nunca vista num animê sobre robôs gigantes, fez grande sucesso no horário nobre. Por isso, os produtores passaram a ousar nos roteiros e rolou um boom de séries para a TV. Foi até criado um horário para exibir séries cults e adultas: tarde da noite e início da madrugada.
Essas séries foram o principal produto de exportação dos estúdios para o Ocidente, o que compensou a queda nas vendas internas – o país vivia uma recessão nos anos 90.
Além disso, a produção totalmente digital, que dispensa acetato, tinta e outros materiais e permite a inserção de gráficos 3D nos desenhos, barateou as produções. Esse novo fôlego foi vital para manter a animação japonesa na vanguarda mundial.
Fanzines são importantes no Japão?
É inimaginável para um americano vender um fanzine do Homem-Aranha, Batman ou Mickey – um advogado logo estaria no seu rastro. Mas, no Japão, a indústria de mangás e o mundo dos fanzines (chamados de doujinshi) convivem harmoniosamente, e um beneficia o outro.
É comum encontrar fanzines de Doraemon, Gundam, Dragon Ball Z, com novas aventuras dos personagens. Há milhares à disposição.
Os autores e editoras não se incomodam com os fanzines, pois suas tiragens de centenas de exemplares não ameaçam as vendas milionárias dos mangás.
Vários autores de sucesso começaram como fanzineiros, para depois serem descobertos pelos caçadores de talentos das editoras.
Já houve encontros de heróis americanos e japoneses?
É comum nos mangás autores fazerem referências não autorizadas a ícones como Mickey Mouse e Homem-Aranha, mas até hoje não rolou nenhum encontro de personagens numa publicação.
O mais próximo que se chegou disso foram japoneses desenharem histórias para a DC (Batman, Superman etc.) e Marvel (Homem-Aranha, X-Men e outros). Hoje, isso nem é tão raro, como comprovam Tsutomu Nihei, do mangá Blame!, que ilustrou a minissérie Snikt!, do Wolverine, e Kia Asamiya, de Silent Mobius, que fez Batman Mangá.
E a contramão também rola: desenhistas do Ocidente têm publicado no Japão.